segunda-feira, 16 de outubro de 2017

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Azulinho - Cyanoloxia glaucocaerulea - Ave rara/escassa em Minas Gerais é registrada em Arceburgo/MG.


Até o momento no WikiAves, no Estado de Minas Gerais, consta apenas 54 registros, feitos em 24 cidades, dos 853 municípios do Estado. Agora com o nosso registro passam a ser 55, em 25 cidades..

Bom Jesus do Galho --------------1
Sabinópolis-------------------------1
Resende Costa----------------------1
Caratinga----------------------------1
Itajubá------------------------------- 1
Nova Lima--------- ---------------- 6
Santana dos Montes------------16
Sacramento------------------------ 1
Lavras------------------------------ -1
Conceição dos ouros ------------2
Antônio Dias  ----------------------1
Belo Vale----------------------------1
Estiva--------------------------------1
Perdões-----------------------------3
São Roque-------------------------4
Lagoa Dourada-------------------1
São Thomé das Letras---------1
Prado-------------------------------3
Itabirito-----------------------------1
Ouro Preto -----------------------3
Machado--------------------------1
Barbacena----------------- ------1
Martins Soares------------------1
Tiradentes------------------------1

Arceburgo............................1

No Brasil consta..............917



Agora o município de Arceburgo/MG tem registrado 243 espécies de aves, inscritas no WikiAves.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Heliconius erato phyllis

Heliconius erato phyllis
Família: Nymphalidae
Sub-família: Heliconiinae
Planta Hospedeira: Passiflora sp.


Biologia
É uma borboleta tropical que apresenta certa de 7 cm de enverdagura. Seu voo é lento, ocorrendo a aproximadamente 2m do solo. Voa durante o dia e à noite reúne-se em pequenos grupos (dormitórios) que podem ser observados ao cair da tarde dentro do borboletário, pousados num mesmo galho. O adulto possui uma faixa vermelha na asa anterior e uma listra amarela na posterior; a coloração do restante da asa varia do preto ao castanho. Os ovos são colocados nos brotos ou nas gavinhas de diversas espécies de maracujazeiros. A lagarta tem espinhos, mede aproximadamente 4 cm e se alimenta das folhas de maracujazeiro. Pode ocorrer canibalismo entre as lagartas, na falta de alimento. 
CITAÇÃO: BORBOLETAS - EVONEO BERTI FILHO - JOÃO ANGELO CERIGNONI


Os adultos de Heliconius erato phyllis (Lepidoptera; Nymphalidae) utilizam como fonte alimentar flores de várias angiospermas, as quais apresentam diversas cores e formas. Neste estudo, avaliou-se em campo, a fenologia de Lantana camara Linnaeus, Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl, Glandularia tenuisecta (Briq.) W. Small (Verbenaceae), Dicliptera tweediana Nees (Acantaceae) e Melothria cucumis Vell (Cucurbitaceae), bem como a distribuição e a utilização destes recursos florais por H. erato phyllis. A distribuição dos recursos foi avaliada pela contagem mensal do número de flores das espécies citadas e a utilização destas através da quantificação de grãos de pólen aderidos à probóscide da borboleta. Em L. camara e S. cayennensis, foi determinada a disponibilidade de pólen e néctar ao longo do dia, a concentração de sacarose do néctar, bem como a resposta deste ninfalídeo quanto à utilização dos recursos florais através de observações focais dos adultos. Em insetário, avaliou-se a preferência deste lepidóptero por diferentes concentrações de sacarose associada a cor dos alimentadores. Para os testes, foram oferecidos alimentadores contendo sacarose nas concentrações de 0, 5, 10, 20 e 40%. A capacidade de associar a cor com a concentração de sacarose do néctar foi avaliada através de testes de escolha, sendo utilizados alimentadores com cores dentro do espectro preferido e não preferido nas concentrações de 0, 10, 20, 40 e 80% de sacarose. Os testes foram realizados em cinco combinações diferentes de cores e concentrações. Investigou-se também a habilidade deste ninfalídeo em discriminar as cores das plantas (folhas) para oviposição. Para os testes, foram oferecidos ramos artificiais de cor verde e roxa, semelhantes aos de Passiflora suberosa Linnaeus. A preferência inata por cores florais foi avaliada oferecendo-se às borboletas recém-emergidas, alimentadores das cores roxo, lilás, verde, amarelo, alaranjado, vermelho, preto e branco. A aprendizagem associativa entre cor e presença de alimento (néctar) foi avaliada em indivíduos capturados e testados durante 6 dias. Nos primeiros três dias, as borboletas recebiam sacarose 1M nos alimentadores vermelhos e após este período (4o dia), para cada ensaio, o alimento foi transferido para alimentadores das cores preto, roxo, lilás, verde, amarelo, alaranjado e branco. L. camara floresceu o ano todo, acentuando-se o número de inflorescências no inverno. As demais espécies (S. cayennensis, G. tenuisecta, M. cucumis e D. tweediana) concentraram a floração na primavera e verão. No inverno, M. cucumis apresentou distribuição aleatória. Para as demais espécies, o padrão de distribuição mostrou-se agregado. Pela análise de regressão múltipla, L. camara explicou a distribuição de H. erato phyllis, exceto no inverno. Em média, o número de grãos de pólen de Lantana camara aderidos à probóscide por borboleta foi significativamente maior em relação às demais angiospermas estudadas. As flores de L. camara disponibilizaram néctar e pólen em maior quantidade e por mais tempo em relação à S. cayennensis. O néctar de S. cayennensis apresentou maior concentração de sacarose em relação às flores de L. camara. H. erato phyllis utilizou com maior freqüência e por um período maior do dia as flores de L. camara. As borboletas preferiram soluções de sacarose entre 10 e 20% e associaram a cor com a concentração preferida, sendo ambos correspondentes ao verificado para L. camara. Para oviposição, H. erato phyllis preferiu os ramos verdes, depositando maior número de ovos e, para alimentação, apresentou preferência inata por um conjunto de cores (vermelho, amarelo e alaranjado). Este heliconíneo foi condicionado a utilizar o alimentador que continha sacarose. Além disso, demonstrou habilidade em mudar o comportamento (condicionamento) utilizando alimentadores de outras cores. Assim, L. camara é um recurso importante para os adultos de H. erato phyllis, tanto numa escala espacial quanto temporal, pois disponibiliza recursos durante um período maior de tempo, em maior quantidade e qualidade adequada. Aliado a isso, destaca-se a preferência inata pelo conjunto de cores, as quais coincidem com o padrão de coloração das inflorescências desta verbenácea e a capacidade de relacionar o padrão de cor preferido com a concentração de sacarose do néctar. Ainda, esta borboleta distingue cores em estratégias comportamentais distintas: oviposição e alimentação. Estes aspectos, em conjunto, ao longo da história evolutiva, provavelmente contribuíram para o uso eficiente das flores de L. camara por H. erato phyllis, bem como uma elevada plasticidade correspondente, possibilitando o uso de diversas outras, quando na ausência desta flor.
CITAÇÃOhttp://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/8652. - UFRGS LUME REPOSITÓRIO DIGITAL


Os adultos alimentam-se também do pólen, que preso à espirotromba é lentamente dissolvido pela saliva. Esta dieta mais rica em proteínas explica sua longevidade como adulto, quase oito meses. Os ovos são depositados isoladamente nos brotos ou nas pontas das gavinhas de maracujás. Ao entardecer reúnem-se às dezenas, em verdadeiros dormitórios, geralmente galhos secos, aos quais voltam todo fim de tarde. Dotadas de excepcional memória, conseguem refazer o percurso onde encontraram recurso alimentar no dia anterior.
Citação: Esta informação esta no material da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, nas pranchas, que me foram doados pelo então Presidente Professor Hugo Werneck.


Fotos de minha autoria, colhidas no Projeto Borboleta, aqui em Arceburgo/MG.

Identificação feita por João Angelo Cerignoni - Esalq/USP.


BORBOLETAS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 14

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Praça da Estela

PRAÇAS E ARES VERDES DE ARCEBURGO/MG

Esta pracinha fica na várzea. Neste espaço na década de 1960 foi rodado o filme sobre cangaço "O Cabeleira". Nesta praça por sofrer muito pisoteio, resolvi colocar os pisos ecológicos, material que vi na Praça Central de Poços de Caldas/MG.
Plantamos grama esmeralda, Assentamos 3 bancos de jardim, 2 mesinhas para convivência, e jogos tipo dama, xadrez...
Neste espaço já havia 3 árvores que são ipês Rosa, neles colocamos várias orquídeas.

ÁREA VERDE DESTE PROJETO 82 m²

ANTES

PISO ASSENTADO

Material usado para suportar o pisoteio, piso ecológico.

DEPOIS

TOTAL DAS ÁREAS VERDES

Anterior.........54.855 m²
Este projeto...       82 m²
TOTAL.....     54.937 m²


PRAÇAS/ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 16

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Beija-flor-rouxinho-de-bico-vermelho

Hylocharis cyanus cyanus, Vieillot, 1818


MACHO -  ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Lindolfo Souto, feita na Serrinha, em Itariri-SP, em 1805.2012. É a foto mais bem avaliada , da especie no WIKIAVES, com 108 comentários e recebeu 156,75 pontos.

Outros nomes populares: Beija-flor-roxo.

Gênero Hylocharis

Macho, cabeça e peito azul-violáceo-escuro-brilhantes; mento branco; dorso, coberteiras  das asas e barriga verde-escuros, baixo dorso mais verde-dourado, uropígio vinho e supracaudais púrpura; meio da barriga mais para verde-azulado e a parte inferior cinza-escura; cauda e infracaudais azul-aço-enegrecidos; bico vermelho com ponta preta; pés marrom-enegrecidos.

Peso 3 g. Medidas: ct. 84 mm, a. 50mm, c. 27mm, b. 17,5mm.


MACHO - ADULTO
Foto gentil,mente cedida para esta postagem, por Roberto Da Silva, feita em Ubatuba-SP. É uma das mais bem avaliadas da especie que estão no WIKIAVES, feita em 27.10.2013.
Observação do autor: Com esta foto encerro os registros efetuados em Ubatuba-SP, em companhia de minha esposa Gorethe e o casal Luiz Veríssimo e Roseli. Agradecimentos muito especial ao amigo Fábio Souza 2, que nos guiou em alguns lugares, num dia com muita chuva mesmo assim o resultado foi 31 novas espécies para mim, espero voltar outro dia e aumentar esta marca. Obrigado Fábio.  


Femea, lado dorsal, coberteiras das asas e lados do peito verde-brilhante, uropígio mais verde-ouro e supracaudais vinho-enegrecidas; lado ventral cinza-claro com máculas azuis na garganta; asa púrpura-enegrecida; cauda azul-aço-enegrecida com pontas cinza nas retrizes laterais; mandíbula preta, maxila vermelha com ponta preta; pés marrom-enegrecidos.

Peso 2,8 g. Medidas: ct. 82mm, a. 46mm, c. 26,5mm, b. 17,5 mm.

FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta postagem, por Julio Silveira, feita no sitio Folha Seca em Ubatuba-SP, em 07.07.2012. É a foto mais bem avaliada da femea no WIKIAVES.
Observação do autor: Na companhia do fera Sergio Coutinho!

Distribuição geográfica: E-Brasil da Bahia até o Rio de Janeiro.

Ovo: 0,43 g, 14 x 9mm.
O período de incubação é de 15 dias, e a permanência no ninho é de 26 dias.
Época de reprodução: setembro a novembro.
Citação: Os beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau.

MACHO - JOVEM
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Rafael Boni, feita no municipio de Cariacica/ES, UC:REBIO duas bocas, IBA: Reserva Biológica duas bocas, Bioma Mata Atlantica.

Etimologia:
Hylocharis - do grego hule = floresta, mata + kharis = graça, beleza, encanto, amabilidade.
cyanus - do grego kuanos = azul-escuro
Citação: Aves Brasileiras  - Johan, Christian Dalgas Frisch

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO  22

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Preá

Cavea aperea

SUBFAMÍLIA CAVIINAE

As espécies  de préas se distribuem por todo o Brasil em áreas abertas ou áreas desmatadas transformadas em pastagens.

Gênero Cavia Pallas, 1766 - preá

Reúne roedores sem cauda, de tamanho mediano (cabeça e corpo 220-290 mm), sendo que todas as espécies apresentam hábitos cursoriais.
Os membros anteriores têm quatro dedos e os posteriores três, providos de unhas grandes. 


Apresentam atividade diurna e crepuscular. A gestação dura aproximadamente 62 dias e as ninhadas são formadas por geralmente dois filhotes. Associam-se normalmente a pequenos grupos de de cinco a dez indivíduos, regidos por hierarquia bem estabelecida. Quando em alta densidade formam pequenas trilhas no estrato herbáceo. Os ninhos são construídos nas moitas de gramíneas.

    Local onde aparecem ao cair da tarde.


Habitam bordas de mata em áreas de Mata Atlântica e formações próximas a cursos d'água, como mata de galeira, campo úmido, brejo, campo limpo no Cerrado, nos Campos do Sul e em áreas da Caatinga, comumente capinzais à beira dos brejos, córregos e rios.

     Local brejoso, borda de açude com capins, taboa.
   Estava fazendo observação de aves, ao cair da tarde apareceu estes dois, talvez seja casal, penso eu.

Distribuição no Brasil: C. asperea Erxleben 1777: estado de Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Goiás, sudeste de Mato Grosso, leste de Mato Grosso do Sul, oeste de Minas Gerais, oeste de São Paulo, oeste do Paraná e nordeste de Santa Catarina; C. fulgida: do sul do estado de Minas Gerais ao norte de Santa Catarina, e no sudeste do estado do Mato Grosso do Sul; C. intermedia Cherem, Olimpío & Langguth 1999: endêmica do arquipélago de Moleque do Sul, no estado de Santa Catarina, C. magna Ximenez, 1980: estado do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina; C. porcellus: em todo o Brasil.

CITAÇÃO: MAMÍFEROS DO BRASIL - UMA VISÃO ARTÍSTICA - TOMAS SIGRIST

BICHOS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 22


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Claraíba

Nome científico: Cordia glabrata
Nomes populares: claraíba, louro-preto, piquana-negra, claraibeira, louro-de-mato-grosso, peteribi, louro-branco.


Características morfológicas - altura de 8-10 m, com tronco de 30-40 cm de diâmetro. Folhas simples, dotadas de pecíolo de 3-4 cm, coriáceas, totalmente lisas em ambas as faces, porém verde mais clara ou prateada na página inferior, de 8-12 cm de comprimento por 5-7 cm de largura.



Ocorrência - Piauí até Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso na mata semidecídua. É mais frequente na região nordeste do Mato Grosso.
Madeira - Moderadamente pesada, macia ao corte, de durabilidade média quando em condições adversas.



Utilidade - A madeira é bastante decorativa e pode ser empregada na confecção de móveis em geral.



 A árvore é extremamente ornamental quando em flor, cobrindo-se de um branco imaculado que dura várias semanas. Pelo porte, beleza e forma da copa é uma planta que se presta admiravelmente bem para o paisagismo, principalmente para a arborização de ruas. Suas flores são muito visitadas por abelhas e colibris.



Informações ecológicas - Planta decídua, heliófita, seletiva xerófita, característica das formações decíduas, como as que ocorrem no sertão do Piauí e Vale do São Francisco e , afloramentos calcários de Goiás e Mato Grosso (Pantanal Matogrossense).

Fenologia - Floresce durante os meses de julho-setembro com a planta totalmente despida de sua folhagem. Os frutos amadurecem em setembro-outubro, junto com o surgimento das novas folhas.



Obtenção de sementes - Colher os frutos (inflorescências secas) diretamente da árvore e deixá-las ao sol para uma secagem leve; isso facilita a remoção dos pedúnculos e pétalas secas através do esfregaço manual. Após esse preparo, o cálice do fruto permanece aderente ao fruto, não devendo ser retirado. Como as verdadeiras sementes não são separáveis dos frutos, estes devem ser diretamente utilizados para a semeadura. Um quilograma do material assim preparado contém aproximadamente 38.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é curta.




Produção de mudas - Os frutos com o cálice aderente devem ser postos para germinar logo que colhidos em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-arenoso. Cobri-los com uma camada fina de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 30-70 dias e, a taxa de germinação é geralmente baixa. Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 4-6 cm. O desenvolvimento das plantas no campo é moderado, podendo atingir 3 m aos 2 anos.


CITAÇÃO - HARRI LORENZI -  ÁRVORES BRASILEIRAS - MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO E CULTIVO DE PLANTAS ARBÓREAS NATIVAS DO BRASIL - VOL.01



Nota do Blog. Além de ser um árvore interessante, suas flores exalam um excelente perfume.
Muito visitada por beija-flores, abelhas Veja na foto a beleza da madeira, é uma árvore em risco de extinção. Plantamos aqui dois exemplares dela, uma é esta da foto plantada no Jardim da Matriz e a outra no Parque ambiental.


Especie que introduzimos.


ÁRVORES DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 27



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Seriema Cariama cristata (Linnaeus, 1766) no poste - Curiosidades

Seriema 
Cariama cristata (Linnaeus, 1766)


Eu estava no meu trabalho, quando um morador do bairro chegou e foi me dizendo o seguinte:
Que tinha uma Seriema no topo de poste da rua, desde domingo as 15,00 até aquela hora , que era 8.00 da manhã de segunda-feira. Portanto já fazia 17.00 horas que a ave estava lá.
Ave que tem habito de ficar no chão, voou tão alto e não sabia descer do poste...rs. Fui lá fiz estas lindas fotos para registro, e com jeito afugentamos o bichinho. Fica o registro


Hábitos

Comum em cerrados, campos sujos e pastagens, sendo beneficiada pelo desmatamento. Anda pelo chão, aos pares ou em pequenos bandos. Se perseguida, foge correndo, deixando para voar somente se muito pressionada, chegando a atingir velocidades superiores a 50 km/h antes de levantar voo. Cansada, voa pequenos trechos antes de pousar e voltar a correr. Vive aos casais, sendo mais facilmente escutada do que observada. De hábitos terrestres, empoleira-se no alto de árvores para dormir. Ao voar, destacam-se as faixas claras e escuras de asas e cauda.

Reprodução

Faz ninho desde a pouca altura do chão até a 4 ou 5 metros do solo; a árvore tende ser tal que permita a ascensão da ave, em saltos auxiliados por curtas esvoaçadas, até o ninho. Utiliza gravetos e galhos frágeis, forrando-o com estrume de gado, barro ou folhas secas. Põe 2 ovos branco-rosados, manchados de castanho. O casal alterna-se para chocar os ovos, período que dura entre 24 e 30 dias. O filhote nasce com uma penugem amarronzada, fina e longa na cabeça. Depois de duas semanas, abandona o ninho com os pais, levando cerca de 4 a 5 meses para adquirir a plumagem de adulto.

Alimentação

Sua alimentação é semelhante à de um gavião, comendo desde insetos até pequenos vertebrados. Mata as presas com o bico, uma vez que os dedos são relativamente pequenos e sem garras. Uma presa maior é desmembrada, pisando sobre ela e retirando pedaços com o bico poderoso. Graças ao hábito de comer cobras, é protegida pelos fazendeiros e sitiantes. Pode ficar acostumada à presença humana e frequentar os jardins das casas.
Fazem ainda parte de sua dieta vermes, roedores, insetos, ovos de outras espécies e pequenos répteis.



Citação: Pagina do WikiAves.

Referências

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Lobo-guará

Nome científico: Chrysocyon brachyurus
Nomes Populares: lobo, guará, lobo-guará, lobo-de-crina, lobo-de-juba, lobo-vermelho

A espécie foi originalmente descrita no gênero  Canis, mas agora é incluída no gênero monotípico Chrysocyon. É o maior e mais distinto canídeo silvestre da América do sul, sendo a única espécie do gênero Chrysocyon. Habita os campos e cerrado da América do Sul, a partir do Nordeste do Brasil até o Pantanal e o Chago do Paraguai e da Bolívia ao Rio Grande do Sul e fronteira com o Uruguai e a Argentina até o paralelo 30º S. Tem estendido sua área de distribuição, provavelmente, como resultado da transformação de áreas de Mata Atlântica em pastagens, mono e silviculturas, parecendo se adaptar à oferta de alimentos disponíveis neste ambiente.



Um cão de grande porte, dando-lhe um aspecto muito esbelto e magro, cabeça-corpo 95-115 cm e cauda 38-50 cm; peso 20-30 kg. O lobo-guará é difícil de confundir com qualquer outro canídeo devido às pernas finas, pelagem avermelhada e focinho preto, garganta branca, orelhas grandes com interior branco, pernas dianteiras pretas e a maior parte distal dos membros posteriores preto. A pegada deste animal é facilmente distinguível em campo, principalmente, pelo tamanho grande, coxim pequeno em relação aos dedos e impressão de quatro dedos com garras. A fórmula dentária é: I 3/3, C 1/1, P 4/4 M 2/3.

Prefere áreas tomadas por gramíneas altas, habitats arbustivos, mata aberta, cerrado, e campos úmidos (que podem ser inundados sazonalmente). Algumas evidências indicam que localmente, eles podem preferir áreas com baixa densidades de arbustos. Áreas de repouso diurno incluem florestas de galeria, veredas, cerrado e áreas pantanosas perto de rios. Há alguma evidência de que eles podem utilizar terras cultivadas para a caça e descanso, mas faltam estudos adicionais essenciais para quantificar o quão bem a espécie tolera atividade agrícola intensiva. 



Onívoro, consumindo frutas e, principalmente, pequenos e médios vertebrados, numa dieta amplamente variada 50% vegetal e 50% animal. Os frutos-de-lobo, ou lobeira Solarium lycocarpum  é uma fonte primária de alimento; outros itens importantes incluem pequenos mamíferos (Caviidae, Muridae, Echimydae) "cachorro-do-mato" (Cerdocyon thous) e tatus ( Dasypodidae), outras frutas (Annonaceae, Myrtaceae, Palmae, Bromeliaceae, e outros), aves (Tinamidae, Emberizidae, e outros), répteis e artrópodes. Embora a frequência de plantas e animais encontrados em amostras fecais seja aproximadamente igual, a dieta varia de acordo com a disponibilidade de alimentos. Pelo menos ocasionalmente, veados campeiros (Ozotoceros bezoarticus) também são consumidos em 24% de 1673 amostras de fezes analisadas. Em estudo sobre os "lobos-guará" da Fazenda Monte Alegre, no Estado do Paraná, verificou-se que sua dieta é composta por frutos (45,93%), vertebrados (26,07%), insetos (12,83%), gramíneas (10,76%) e lixo orgânico (4,41%), havendo maior consumo de frutos da palmeira "jerivá" (Syagrus romanzoffiana), abundante durante praticamente todo o ano, "lobeiras", pequenos roedores Sigmodontinae e besouros (Coleoptera). Observou-se que, apesar da área possuir um alto impacto sobre o ambiente natural, devido ao manejo de silvicultura, a espécie mantém uma dieta semelhante à encontrada para áreas de maior preservação. Saltam para capturar pássaros e insetos, e correndo atrás de veados. Aproximadamente 21% de todas as tentativas de caça terminaram com sucesso na captura de presas, e as estratégias utilizadas não diferem em suas taxas de sucesso. Os lobos-guará foram registrados alimentando-se de animais que foram capturados em armadilhas por caçadores, e foram observados comendo carcaças frescas de forma oportunista, atropeladas em estradas. Noturno e crepuscular, pode caçar por até oito horas consecutivas.

Os lobos- guará parecem ser facultativamente monogâmicos. As áreas de vida de pares conjugais do Parque Nacional da Serra da Canastra variam em média de 21,7-30 km² mas em outros lugares são maiores, com média de 57 km²  (15,6-104,9 km²) na Estação Ecológica Águas Emendadas e 49 km² no Parque Nacional das Emas. As fronteiras desses territórios parecem estáveis ao longo do tempo e são defendidos contra pares adjacentes. Cupinzeiros são preferencialmente demarcados com urina contra o vento e indivíduos sem territórios parecem se mover ao longo destes limites de territórios. A vocalização mais frequentemente ouvida é um único latido isolado, o que pode ocorrer durante qualquer hora do dia ou da noite durante todo o ano. Fêmeas entram no cio uma vez por ano por aproximadamente cinco dias. A época de reprodução é de abril a junho. Existem inúmeros relatos publicados de comportamento reprodutivo em cativeiro, mas pouca informação está disponível a partir de populações selvagens. Em cativeiro, a frequência de vocalizações e o aumento da marcação com urina ocorre durante as primeiras semanas antes do acasalamento e a quantidade de tempo gasta no namora aumenta significativamente durante o período de estro. A corte é caracterizada por abordagens frequentes, a investigação genital mútua, e as interações lúdicas culminam em cópulas frequentes durante o estro; mas a reprodução bem sucedida inclui uma cópula que pode durar vários minutos. No Parque Nacional das Emas, Brasil, um casal foi observado durante a noite por aproximadamente três horas e meia, vocalizado com frequência, sempre que um dos parceiros estava fora de vista. O macho marcou com urina ou fezes, onde quer que a fêmea tenha passado. A duração da gestação é de aproximadamente 65 dias, a maioria dos nascimentos ocorre de junho a setembro, durante a estação seca. Uma fêmea deu a lua à três filhotes em uma cama de grama e aos 45 dias de idade os filhotes ainda não tinham deixado o ninho e pesavam 2 kg (fêmeas) e 2,25 kg (machos). Todos os ninhos encontrados na natureza tem sido vistos acima do solo, protegidos por arbustos, fendas de rochas, barrancos e montes secos em locais pantanosos. Em cativeiro, uma análise de 361 nascimentos indicaram que picos de parto ocorrem em junho (inverno) e o tamanho médio da ninhada é de três (varia de 1-7). Entretanto, na região central do Brasil há nascimentos registrados entre os meses de abril e junho.



Peso médio do filhote ao nascer é de 390-456 g (n = 8). Os filhotes nascem de cor preta com a ponta da cauda branca. Os cuidados maternos começam a diminuir após o primeiro mês, e o desmame completo se dá com 15 semanas. Filhotes começam consumindo alimentos sólidos regurgitados pelos pais em cerca de quatro semanas de idade, continuando até sete meses após o nascimento. Os filhotes ficam dentro do território por cerca de um ano, quando começam a se dispersar, quando atingem a maturidade sexual, mas geralmente não se reproduzem até o segundo ano. Um dos muitos aspectos desconhecidos do comportamento do lobo-guará é o papel do sexo masculino no cuidado dos filhotes. Filhotes foram vistas acompanhados de dois adultos e uma fêmea com filhotes foi vista acompanhada por um macho muitas vezes. Em cativeiro, os machos aumentam as taxas de sobrevivências das crias e são frequentemente observados regurgitando para os filhotes, no entanto, a confirmação direta de cuidados parentais masculinos na natureza ainda está por se confirmar.

Apêndice II da CITES. Classificada como Quase Ameaçada na Lista IUCN, a população global atual é estimada em 13.000 indivíduos. Os lobos-guará são protegidos por lei em muitas partes, como na Argentina (classificada como "em perigo" na Lista Vermelha) e incluído na lista e animais ameaçados no Brasil. Os lobos-guará existem em baixas densidades comuns. A ameaça mais significativa é a redução de habitat, especialmente para a conversão agrícola. O cerrado, por exemplo, foi reduzido para cerca de 20% de sua área original, e apenas 1-5% está protegido. Além disso, a fragmentação do habitat provoca o isolamento das populações. Atropelamentos representam uma das principais causas de mortalidade de lobos-guará no Brasil, especialmente para indivíduos jovens e sub adultos, e muitas estradas e rodovias cortam as Unidades de Conservação do cerrado brasileiro, os motoristas muitas vezes não respeitam limites de velocidade. Quando próximos a áreas urbanas, muitas vezes tem problemas com os cães domésticos, que perseguem e podem matar lobos-guará e também podem ser um importante vetor de doenças. Doenças podem representar uma importante causa de mortalidade na natureza, mas há muito pouca informação disponível sobre a saúde das populações selvagens. Cães domésticos possivelmente competem com o Lobo Guará por alimento. Os lobos-guará não são vistos como uma séria ameaça para o gado, embora possam ocasionalmente ser baleados quando invadem galinheiros. Caça-los é proibido no Brasil, Paraguai e Bolívia.
CITAÇÃO: MAMÍFEROS DO BRASIL - UMA VISÃO ARTÍSTICA, TOMAS SIGRIST 

Nota do Blog - Frequento muito uma mata aqui em Arceburgo/MG, observando aves. Na semana passa um incêndio  destruiu quase toda mata. Enquanto estávamos lá ajudando, a tentar fazer algo para conter as chamas, eis que este Lobo-Guará das fotos, veio subindo pelo capinzal, cansado, ofegante...deixando para traz seu habitat em chamas. Nunca esquecerei esta cena. Não sabia que este amigo habitava lá. Adentrou um cafezal seguido por latidos de cães domésticos.

Risco de Extinção

O lobo é considerado em situação vulnerável pela avaliação do Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio. Essa situação varia de um estado para outro, sendo que no Rio Grande do Sul é considerado criticamente ameaçado.
A ocupação humana e a destruição do seu habitat natural são algumas das ameaças à sua sobrevivência. O Cerrado é dos biomas menos protegidos, apesar de possuir grande biodiversidade.
A proximidade do seu habitat com regiões ocupadas gera conflitos de convivência da espécie com o ser humano. É muito difundida a ideia do lobo ser mau e atacar os animais domésticos e as pessoas, mas ele não é agressivo.
Em certas regiões ele caça galinhas, despertando a fúria dos pequenos produtores rurais. No entanto, os ataques do lobo às galinhas não afeta tanto como se costuma pensar. Muitas vezes, são outros animais que atacam e os lobos levam a culpa.
Citação:

Lobo-Guará - Toda Matéria

https://www.todamateria.com.br › Biologia
4 de jul de 2016 - lobo guará é um mamífero que está ameaçado em extinção. Diferentemente de outras espécies de lobo que vivem em matilha, o lobo-guará ...

BICHOS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 21




domingo, 17 de setembro de 2017

Ninhos dos beija-flores em Arceburgo/MG - Ponto numero 13

MAPEAMENTO/LEVANTAMENTO/HISTÓRICO

Estou fazendo um levantamento dos locais de ninhos, dos beija-flores aqui na minha cidade.
Onde eu tiver informação que eles chocando irei lá fotografar, anotar o endereço, etc.
Comecei pelas residências, praças...depois irei fazer isto em campo.
Estarei atualizando esta lista periodicamente, iniciei pela minha casa, tive a alegria de receber a visita deles.
Esta informação mostrará onde eles criam seus filhotes, bem como mostrará a incidência deles na área urbana, motivada pelos projetos que fizemos para atrai-los, ou seja o Jardim dos Beija flores.
Este levantamento conterá as seguintes informações. Local, coordenadas geográficas (GPS), data em que criou, espécie do beija-flor, numero de filhotes, nome popular e cientifico da ave. Informações estas que servirão para um estudo mais aprofundado das espécies aqui na nossa cidade


13 - Casa da Viviane Ribeiro
José Urias Pereira da Silva n 240 .
Jardim Chico Alcino


Beija-flor-tesoura 
Eupetomena macroura
Ninho feito em uma parreira de uva.
Agosto 2016.


Resumo:
Locais onde chocaram
1. Rua João Batista,81.
2. Rua Presidente Vargas, 338.
3. Rua: Presidente Vargas, 168.
4. Praça do Sacaia
5. Rua: Zich Moisés, 22
6. Parque Ambiental - 1 -
7. Parque ambiental - 2 -
8 .Rua: João Batista, 66.
9. Juliana taliberti
10. Rua Afonso Pena, 135.
11. Rua Afonso Pena, 535.
12. Parque ambiental -3 
13 - Rua José Urias Pereira da Silva n 240 .


Resumo das espécies

Besourinho-de-bico-vermelho
(Chlorostilbon lucidus) 

Beija-flor-de-peito-azul
(Amazilia lactea)

Beija-flor-tesoura -
Eupetomena macroura