quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Papo-de-peru-grande

Nome cientifico: Aristolochia gigantea
Nomes populares: papo-de-peru-grande, papo-de-peru-de-babada, mil-homens, jarra-açu.



Trepadeira muito vigorosa, do Brasil, de caule com casca espessa e sulcada, de folhagem densa e brilhante.

As flores, com aspecto e cor bizarros, são grandes, solitárias, formadas na primavera e verão. Quando fechadas lembram a forma de um bico de pássaro com o papo, devido ao formato do conjunto constituído pelo cálice e a corola. As flores possuem um odor nauseante que atrai os insetos.



É cultivada visando revestir carramanchões, pergolados e cercas, geralmente plantada isolada, em solo rico em húmus e irrigado a intervalos. Não tolera temperaturas muito baixas de inverno, sendo indicada principalmente para regiões tropicais.



Multiplica-se por sementes contidas em frutos que quando se abrem lembram um paraquedas invertido.



CITAÇÃO: PLANTAS ORNAMENTAIS NO BRASIL - Arbustivas, herbáceas e trepadeiras - HARRI LORENZI - HERMES MOREIRA DE SOUZA.

Usos: amplamente utilizada na medicina tradicional brasileira e de vários países da América do Sul, sendo considerada diurética, sedativa, estomáquica, anti-séptica, diaforética e emenagogo. É empregada principalmente para asma, febres, dispepsia, diarreia pesada, gota, hidropsia, convulsões, epilepsia, palpitações, flatulência, prurido e eczemas. Em algumas regiões é empregada também como bons resultados contra a falta de apetite (anorexia) e contra os males do estômago em geral (dispepsia), prisão de ventre, indigestão e dor de estômago. Externamente é empregada para caspa e orquite (inflamação dos testículos) na forma de banho. É usada também no tratamento da falta de menstruação (amenorreia) e nos casos de clorose (tipo de anemia peculiar a mulher devido a deficiência de ferro por excesso de sangramento durante a menstruação). Contra afecções gástricas, hepáticas, renais e do baço e para tensão pré-menstrual, é recomendada na forma de chá, preparado com 1 colher (sobremesa) de ramos secos em 1 xícara (chá)de água em fervura, o qual deve ser ingerido duas vezes ao dia antes das principais refeições. Análise fitoquímicas de suas raízes e caule tem identificado a presença de diterpenos e sesquiterpenoides nas folhas. Num outro estudo com caule de Aristolochia ridicula, isolou-se duas biflavonas, quatro chalcona-flavonas pouco comuns e um tetraflavonóide.

CITAÇÃO: PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL - Nativas e Exóticas - 2ª Edição - Harri Lorenzi - F. J. Abreu Matos


PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO  12

PLANTAS MEDICINAIS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 3

JARDIM DAS BORBOLETAS - PLANTA HOSPEDEIRA - NUMERO 3

domingo, 19 de novembro de 2017

Curió - Sporophila angolensis (Linnaeus, 1766) -ave rara/escassa em Minas Gerais é registrada em Arceburgo/MG.

Em Minas Gerais consta apenas 223 registros desta ave, no site do WikiAves.


Ameaças

Muito procurado como pássaro de gaiola (Sick 1997). Esta é considerada a principal ameaça e causa de seu desaparecimento das regiões mais habitadas do país (Machado 1998). A grande pressão de caça a essa espécie pode ser constatada nesse trecho em que Willis & Oniki (1993) dizem que essa atividade “é incrivelmente eficiente para eliminar uma espécie anteriormente comum, exceto em lugares onde nós não dizemos para ninguém que ela existe”. CEO
É considerado Criticamente em Perigo no Estado de Minas Gerais, conforme a Lista Vermelha estadual.
Citação: WikiAves.

sábado, 11 de novembro de 2017

Topetinho-do-Brasil-central

Lophornis Gouldii   Lesson, 1833.

7 cm

MACHO - ADULTO
FEMEA - ADULTO
MACHO - JOVEM
MACHO - ADULTO
Esta sequência de 4 fotos publicadas acima, foram gentilmente cedidas para esta matéria, e são da autoria de Lucas Araújo-Silva, foram feitas em 26.08.2013, no Campo de Provas Brigadeiro Veloso, no município de  Novo progresso/PA, IBA: Cristalino/Serra do Cachimbo, Amazônia. A primeira foto desta sequência, é a mais bem avaliada, da especie no WIKIAVES, e consta a observação abaixo do autor, que achei interessante. Veja.
Observação do autor: Após muito trabalho, durante aproximadamente 2 horas tentando e trepado na árvore 5 metros do chão, tai o resultado!!!!!

Outros nomes populares: Topetinho-pontilhado, Topetinho-do-leque-pontilhado.

MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida por Edson Endrigo, feita na Floresta Nacional Carajás - Parauapebas/PA, feita em 15.04.2013.

Observação do autor: Mais um sonho realizado! Obrigado ao amigo Dimitri Matoszko por ter me ajudado a fazer esta foto. Espero que apreciem... 

Raro, de ocorrência talvez localizada e ligado à estação do ano, em dossel e borda de mata e capoeira, no NO da região. Parece menos numeroso que o Topetinho-magnifico (podem estar juntos, como na Chapada dos Guimarães). Parecido a ele, inclusive no comportamento. Macho com crista canela, mais longa e pontuda; penas dos lados do pescoço mais longas, brancas com pintas redondas verdes nas pontas. A fêmea com garganta canela e coroa mais acanelada, ambas sem manchas.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.

FAMÍLIA TROCHILIDAE
SUBFAMÍLIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Etimologia
Lophornis - do gênero lophos = crista + ornis = pássaro.
gouldii - homenagem a John Gould (1804-1881), naturalista inglês, artista e editor de A monograph of the Trochilidae, 1849.
Citação - Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frish 

Foto gentilmente cedida, por Filho Manfredini, feita no município de Parauapebas/PA, feita em 11.04.2013.

Macho
Peso 2,8 g. Medidas: ct. 76mm, a. 40mm, c. 26mm, b. 11,2mm.

Distribuição geográfica: NE e Brasil Central ao Sul do Rio Amazonas, do Pará e Maranhão até Goiás e Mato Grosso e Bolívia.

Medidas do ninho: altura 15mm, profundidade 10mm, diâmetro externo 30mm, diâmetro interno 22mm.

Ovo: 0,35 g. 12 x  8mm.

O período de incubação é de 14 dias, e a permanência no ninho é de 22  dias.

Época de reprodução: dezembro a fevereiro.
Citação: Os Beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau

NOTA: No WIKIAVES, aparecem somente  8 fotos desta especie, 6  feitas no Pará e 2 no Tocantins.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 24

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Aguapé

Eichhornia crassipes (Mart.) Solms

Angiodospermae - Familia Potenderiaceae


Nomes populares -  Aguapé, camalote, rainha-dos-lagos, mururé, mureré, jacinto-d'água, baroneza, pareci, murumuru, pavoa.

Herbácea aquática flutuante, estolonífera, entouceirada, de raízes densas, plumosas, escuras, de 20-50 cm de altura, nativa da América Tropical (incluindo o Brasil), atualmente cosmopolita. Folhas em roseta, com pecíolo inflado.

Inflorescência em espiga, com flores azuis, formadas no verão.

Espontânea e invasora de tanques, lagos, represas e rios, reveste de forma integral o espelho d'água, benéfica para os peixes que usam suas raízes para seus ovos, cultivada em aquários e lagos decorativos. Não tolera geadas.

Multiplica-se por mudas originadas dos estolões que a planta emite.

Citação - Plantas Ornamentais no Brasil - Harri Lorenzi, Hermes de  Moreira de Souza.

Fotos geradas no Parque ambiental.


Medicinal
Parte utilizada: toda a planta.
Princípios Ativos: minerais da planta (1% do peso verde da planta): 28,7% de potassa, 21% de cloro, 12% de cal, 7% de anidrido fosfórico, 1,8% de soda, 1,28% de nitrogênio e 0,59% de magnésio.
Propriedades medicinaissedante, anafrodisíaca, refrescante, febrífugadiurética.
Indicações: febre, hepatite, excitação nervosa, furúnculos, abscessos, rins.
Modo de usar: decocção ou maceração das folhas em água para hepatite.
A mucilagem de aplica sobre furúnculos e abscessos.
A infusão das flores é utilizada como febrífuga e diurética.

Soluções ambientais com o aguapé :
Purificação de água contaminada, inclusive retirando metais pesados, é um filtro natural, pois apresenta a capacidade de incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes.
Suas raízes longas e finas, com uma enorme quantidade de bactérias e fungos, atuam sobre as moléculas tóxicas, quebrando sua estrutura e permitindo que a planta assimile componentes tóxicos.
Proteção de ovos de peixes (raízes) e alimento aos alevinos.
Forrageira para bovinos e suínos.
Confecção de artesanatos.
Adubação verde.
Também serve de abrigo natural a organismos de vários tamanhos e aspectos, servindo de habitat para uma fauna bastante rica, desde microrganismos, moluscos, insetos, peixes, anfíbios e répteis até aves.
Citação:

Aguapé, planta aquática - Plantas Que Curam

www.plantasquecuram.com.br/ervas/aguape.html
AGUAPÉ, PLANTA AQUÁTICA. Eichhornia crassipes. Conhecido como jacinto da água, essa planta aquática tem se mostrado eficiente em soluções ...


PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 11

PLANTAS AQUÁTICAS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 2

PLANTAS MEDICINAIS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 2

domingo, 5 de novembro de 2017

Criar abelhas sem ferrão na cidade ajuda o meio ambiente, diz Embrapa

abelha-sem-ferrão (Foto: Divulgação/Embrapa)
Preservar a vida das abelhas nas cidades também é um ato de preocupação com a conservação do meio ambiente. E segundo o biólogo Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA), é possível criar abelhas sem ferrão em casa, desde que se tome alguns cuidados básicos com o ambiente. O benefício, além de ambiental, é que as pessoas podem produzir o próprio mel para consumo. Além disso, a atividade estimula crianças a entender a importância desses insetos na produção de alimentos.
“O Brasil precisa desenvolver técnicas de criação de abelhas em larga escala para atender a grande demanda tanto de polinização das plantas, como à produção de mel, pólen, própolis e geleia real, por exemplo”, afirma Cristiano, que estuda a biologia e o manejo de abelhas sem ferrão há 13 anos.
Como criar abelhas sem ferrão
- Ter noção do ambiente para as abelhas. É necessário que se more próximo à uma vegetação abundante, como perto de praças;
- Iniciar a criação com três ou quatro colmeias e ir aumentando à medida que as abelhas vão se desenvolvendo e o criador ganhando experiência;
- Manter em casa ou próximo dela, plantas ornamentais e fruteiras que são fundamentais na alimentação desses pequenos animais, como jabuticabeira, pitanga, goiabeira e até hortaliças, como manjericão. É preciso ter muito cuidado com o sol. As colmeias não podem ficar expostas ao sol das 10 horas da manhã às 3 da tarde;
- Escolher as espécies que se adaptam ao meio urbano é importante. As que mais se adaptam são a Jatair, Marmelada e Mandaguari;
- Jamais criar abelhas nativas de outras regiões, como por exemplo, uma espécie do Nordeste, como a Tiúba, na região Sul.
Os diferentes aspectos do mundo das abelhas serão discutido durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas, em Teresina, entre os dias 16 e 18 de outubro deste ano. O evento, realizado pela Embrapa Meio-Norte, vai reunir um time de cerca de 200 experientes cientistas brasileiros e internacionais.
Citação: REVISTAGLOBORURAL.COM

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Escorpião-amarelo

 Tityus serrulatus


Todo escorpião é peçonhento, embora poucos de interesse em saúde. O Tserrulatus é uma espécie cujo veneno tem efeitos potencialmente severos em seres humanos, principalmente em crianças abaixo de 10 anos e idosos debilitados. É uma espécie encontrada em quase todo Brasil. Anexo a esta mensagem arquivos de interesse. Espero ter sido útil,


Escorpiões

Os escorpiões são animais de corpo alongado que possuem quatro pares de patas, um par de pinças no extremo anterior e apresentam um ferrão com glândulas de veneno na ponta da "cauda" articulada.
Quando se sentem perturbados, picam com facilidade, causando muita dor, e podendo provocar até a morte em crianças e pessoas debilitadas.
As espécies que habitam o estado do Rio de Janeiro têm coloração e hábitos que as confundem com o ambiente em que vivem. Entre essas espécies encontramos com muita frequência o "escorpião-amarelo" (Tityus serrulatus), que é considerado o escorpião mais perigoso da América do Sul.

Os escorpiões procuram alimento durante a noite e, frequentemente, penetram nas residências humanas, onde se instalam sem serem notados, pois durante o dia "desaparecem" em esconderijos escuros e úmidos. Para capturar alimento e para defesa utilizam-se do ferrão venenoso.
Os escorpiões se proliferam sob pedras, frestas de pedras e barrancos, debaixo de cascas de árvores, em paredes e muros mal rebocados, madeira empilhada, entulhos, caixas de gordura, ralos, forros, etc. Gostam muito de umidade, pouca luz e insetos em abundância (principalmente baratas).
A picada de escorpião causa muitos transtornos ao organismo humano: dor imediata, sudorese, febre, sensação de frio, contrações musculares, irregularidades cardio-respiratórias, e pode levar à morte. Qualquer acidente com escorpião deve ser avaliado por um médico.
Em várias regiões do estado do Rio de Janeiro tem-se observado um aumento na ocorrência de escorpiões.
Medidas de prevenção para evitar acidente com animais peçonhentos:
- Manter jardins e quintais limpos; evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas; evitar secar roupas no chão ou em cercas e muros.
- Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas; manter a grama aparada; limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas;
- Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois os escorpiões podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo; combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento de escorpiões que deles se alimentam; verificar a presença de escorpiões em hortifrutigranjeiros e outros produtos;
- Vedar frestas e buracos em paredes, ralos, assoalhos e vãos entre o forro e paredes para impedir o trânsito de escorpiões pela residência.
Colabore enviando informações sobre a ocorrência desses animais em sua região. Ligue para 0800 022 1036 ou mande e-mail para sac@vitalbrazil.rj.gov.br.
Citaçao:

Escorpiões - Animais Peçonhentos - Instituto Vital Brazil

www.ivb.rj.gov.br/escorpioes.html
Os escorpiões são animais de corpo alongado que possuem quatro pares de ... de umidade, pouca luz e insetos em abundância (principalmente baratas).


Encontramos o escorpião na sala da minha casa.

Identificação/texto
Marcelo Ribeiro Duarte
Biólogo - Assistente Técnico de Pesquisa
Assistant Research Biologist
Laboratório de Coleções Zoológicas
Instituto Butantan

BICHOS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 23

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Jequitibás do Brasil - Numero 1

Guaranésia/MG.
Fazenda Pouso Alegre.


Abaixo funcionários da Secretaria de Meio ambiente de Arceburgo/MG.



Vendaval derruba Jequitibá de 3.000 anos
Jequitibá de 60m de altura e quase 3 mil anos, com circunferência de mais de 15m, cai com força de ventos e chuva em Guaranésia, no Sul do estado. Espécime ficava em reserva particular
Patrícia Rennó - Estado de Minas


Os moradores de Guaranésia, no Sul de Minas, perderam um dos seus mais preciosos patrimônios naturais. Um vendaval e a forte chuva que atingiram a cidade segunda-feira derrubaram um jequitibá de 60 metros de altura e quase 3 mil anos de idade, considerado por pesquisadores como uma das árvores mais altas e antigas da América Latina. A espécie ficava em uma reserva de mata atlântica na Fazenda Pouso Alegre, zona rural da cidade, e era muito admirada pelos moradores e pessoas que vinham de várias partes do país para conhecê-la.

A copa do jequitibá, que em tupi-guarani significa gigante da floresta, podia ser vista de vários quilômetros de distância. Com uma altura equivalente a um prédio de 20 andares e 15,53 metros de circunferência, seriam necessários pelo menos 12 homens para abraçá-lo. A árvore chegou a ser inventariada em 2008 pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Histórico de Guaranésia.

O proprietário da fazenda, Henrique Gonçalez Costal, de 76 anos, conta que desde a década de 1970, quando comprou as terras, muita gente costumava visitar o espécime. Apesar de ser uma propriedade particular, as pessoas tinham livre acesso ao local onde estava a árvore. A área era tida por espiritualistas como um lugar sagrado, tanto que muitos costumavam meditar, rezar, acender velas e deixar imagens de santos embaixo da árvore. Para outros, o jequitibá trazia sorte, por isso muitos casais faziam juras de amor perto da planta.

Segundo Gonçalez, como a árvore era muito alta dava para enxergá-la de longe e foi o filho dele quem notou que a copa cheia de folhas havia desaparecido. “Depois do vendaval, meu filho foi até a mata e confirmou que a árvore havia desmoronado. A copa dela caiu sob uma estrada vicinal, que ficou interditada, até que funcionários da prefeitura conseguissem cortar os galhos.” A queda deixou um enorme buraco no solo. O dono da propriedade ainda comentou que, se a madeira não tiver valor comercial, pretende deixar o tronco onde está.

A chefe do Departamento Municipal de Meio Ambiente, Mônica de Moraes Silva, explicou que a planta já estava doente e parte do caule, oco. “Para nós foi uma perda significativa. O jequitibá era uma espécie nativa importante e era um símbolo para a população”, afirmou. Mônica mencionou que havia uma projeto para transformar o local em uma unidade de conservação permanente, mas que infelizmente não pode ser concretizado.

CITAÇÃO:

Vendaval derruba Jequitibá de 3.000 anos - Portal UAI

wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/10/.../em_noticia_interna.shtml

16 de out de 2009 - Os moradores de Guaranésia, no Sul de Minas, perderam um dos seus mais preciosos patrimônios naturais. ... A espécie ficava em uma reserva de mata atlântica na Fazenda Pouso Alegre, ... A copa dela caiu sob uma estrada vicinal, que ficou interditada, até que ... UFJF e Cefet-MG têm novas datas.
Antonio Carlos Martins/Divulgação

JEQUITIBÁS DO BRASIL - NUMERO UM
JEQUITIBÁS DE MINAS GERAIS - NUMERO UM
JEQUITIBÁS DE GUARANÉSIA - NUMERO UM

sábado, 28 de outubro de 2017

Conheça dez plantas que ajudam a combater gripe e insônia, segundo a NASA


 Redação Vida e Estilo,Yahoo Vida e Estilo 20 horas atrás 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Belezas Naturais de Arceburgo/MG - Parte II - Poço das Antas

Poço das Antas


Local  de mata preservada, aves, bichos, lindas árvores, rio. A água que faz seu percurso por entre enormes pedras, esculpidas,  pela força da água e pelo tempo.
Veja atentamente nas fotos estes desenhos feito pela Mãe Natureza.

Resolvi postar novas fotos nesta parte II, para poder ilustrar melhor a magia do lugar.


Pedras enormes, a água pedindo passagem.


Mata preservada.


Nos chamam a atenção, os sulcos feitos nas pedras pela ação da água.



Belezas Naturais de Arceburgo - Número 1 - Parte II

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Beija-flor-brilho-de-fogo

Topaza pella, Linnaeus, 1758.


O MAIOR E O MAIS BONITO BEIJA-FLOR DO BRASIL.



MACHO - ADULTO

O macho mede 20 cm  comprimento, sendo que mais da metade corresponde a cauda


Outro nome popular: Topázio-vermelho

Estas 3 fotos, foram gentilmente cedidas para esta matéria, por Flavio Guglielmino, feitas na Cachoeira Iracema em Presidente Figueiredo/AM em 08.08.2011. As 3 fotos estão no Wikaves, sendo que a primeira foto é uma das mais bem avaliadas da espécie.

Distribuição geográfica: Venezuela, Guianas e Brasil, no Amazonas, Pará, Rio Branco, Roraima e Amapá.


Caracteristicas: Comprimento 210 mm. Asa 80. Cauda 45. Bico 23. Vib. Asa 25 p.s. Temp. 42° C. Peso 17 - 18 g. Peso e medida dos ovos: 1,15 g. 18 x 11,5. Femea com dimorfismo bem diferenciado, menor , medindo 130 mm. Asa 74. Cauda 56. Bico 23.


Habitat: Floresta virgem da hiléia, raramente saindo para os scrubs e floresta secundaria, desde que seja limítrofe à grande floresta.

Migração: Sedentária.

FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Margi Moss, feita na beira da estrada Oiapoque/Macapá, 23.02.2012, também esta no Wikiaves.
Observação do autor: Se eu soubesse, quando tirei a foto, que era a fêmea desta magnífica espécie, teria ficado o dia inteiro esperando o macho aparecer! Obrigada ao expert Serge Santonja pela identificação!

Descrição; Lado dorsal com a cabeça na fronte e vértice negro, o dorso vermelho-carmim, gradualmente mais claro para chegar a dourado esverdeado e bronze avermelhado nas supracaudais; lado ventral vermelho-carmim violáceo, pouco mais brilhante no abdômen, mácula jugular topázio-dourado brilhante pouco esverdeado nos bordos; circulo que envolve essa mácula negro e estreto; supracaudais verde-cobreada. Retrizes centrais verde-cobre passando a negro-esverdeado; subcentrais com longa faixa negra-violácea às mezes negra com reflexos verdes muito longos, cruzados no centro; laterais internamente, parte negro violáceo parte vermelho, as demais inteiramente vermelhas, raramente um pouco enegrecidas na base. Asas negras tendo as grandes coberteiras avermelhadas ou estreitamente com bordos enegrecidos na extremidade e a mais interna mais largamente com bordos externos enegrecidos, passando mais ou menos ao verde na extremidade; crisso e plumas tibiais branco puro. Femea , dorsalmente verde pouco cobreado iridescente, pouco mais verde no uropígio e supracaudais; lado ventral mais verde-iridescente; mento e garganta com mácula vermelho-cobreado, pouco mais dourado nas margens, às vezes prolongando até o peito; infracaudais verdes forte iridescente. Retrizes centrais verde-bronzeado passando a negro na ponta; subcentrais inteiramente negro violáceo;  subexternas vermelhas com lado interno negro violáceo com toda metade basal; as externas vermelhas, muito pouco negro na base interna; grandes coberteiras alares enegrecidas com as rêmiges, raramente com vermelho na base.

MACHO - IDADE: INDETERMINADO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Guedes, feita em Presidente Figueiredo/AM, em 09.09.2013. É uma das fotos mais bem avaliadas da espécie no Wikiaves.
Observação do autor: De todas as fotos feitas na viagem, esta foi a que mais me tocou, deu um trabalhão, duas campanas demoradas, olhando e esperando, muitas tentativas frustradas, momento errado, fora de foco, luz muito ruim -flash aí nem pensar - composição pobre até que, voilá essa prestou, me fez feliz, realizado por um momento.

MACHO - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Guedes, feita em Presidente Figueiredo/AM, em 09.09.2013. 

Observação do autor: Uma das sp mais cobiçadas de Presidente Figueiredo. Adorei fotografar este beija-flor briguento e atrevido, que pouco se importa com a nossa presença preocupado em defender agressivamente o seu território dos concorrentes. 

Guiados por Andrew Whittaker e na boa cia do Mathias Singer e do Emerson Kaseker.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada  nupcial, descanso, dormir e comportamento.
Há muitos anos que em nossas viagens à Amazônia brasileira, venezuelana, colombiana, peruana e equatoriana Temos encontrado ninho de Topaza pella. 
Faz o ninho sempre suspenso em um ramo, sobre a agua, desde 50 centímetros 


Estas duas fotos de ninhos foram gentilmente cedidas para esta matéria por Marilene R.Omena, feitas em 21.09.2003, no ramal do urubui, em Presidente Figueiredo-AM. Elas são o retrato fiel, da narrativa do mestre Augusto Ruschi, no que diz respeito a localização dos ninhos. Leiam, confiram.

a no máximo dois metros de altura; o mais comum é em local com agua encachoeirada de pequenos córregos; nesse caso ele é mais próximo da agua, 50 centímetros apenas e quando o volume da agua é maior e a agua não é em cachoeira, ele pode até estar em dois metros de altura. O teor de umidade é muito importante para este ninho, sua confecção especial, e seu tamanho relativamente pequeno, pois é menor do que um ninho de Chlorostilbom aureoventris, que é uma especie  cujo peso não chega a 4 gramas, enquanto a femea de Topaza pella pesa até 17 gramas. O ninho estando próximo a agua tem uma coloração rosa-escura, devido a umidade que recebe; uma vez retirado torna-se cor de carne. A umidade dá também uma elasticidade que parece ser feito de borracha esponjosa,  cedendo muito bem a medida que os jovens vão crescendo. Às vezes em uma pequena área, como encontramos na serra do Navio, em cerca de 1000m2, dez ninhos habitados: três com jovens, cinco com postura e dois restantes em construção. Essa área era privilegiada pelo numero de plantas com ramos horizontais, próprios e preferidos por Topaza, para nidificação.
     A femea utiliza unicamente o material vegetal de lanugem ferrugínea-rosada do ráquis e pecíolo das folhas , facilmente destacável de especies da família Osmundaceae. No caso observado na serra do Navio, território do Amapá, trata-se de fibras lanosa do pecíolo e raquis de Osmunda cinnamomea Lin. e provavelmente de outras especies como osmunda palustris Schrad. Estas fibras, após misturadas com a secreção que a  femea elabora, torna-se uma massa que se compacta como aparente borracha esponjosa, sendo muito elástica; pela parte externa do ninho a femea adiciona finíssimos fios de teia de aranha bem compactados e próximos no entrelaçamento. Ao exame de uma lupa de uma lupa com 20 a 50 aumentos, já se observam estas fibras de Osmunda cjnnamomea. Ocorre que também as vezes uma especie de himenóptero (marimbondo) utiliza o mesmo material para tecer seu ninho, onde coloca insetos com seus ovos no interior para a larva dele se alimentar e  ali ninsofeia e após a chegada do imago, quando deixa esse ambiente; em ninhos velhos, já usados, de Topaza pella, encontramos esses himenópteros com muitos insetos parasitados. A primeira noticia de ser o ninho de Topaza pella constituída  desse material foi dada pelo Dr. C.H. Greenewalt, pois solicitou-me material para mandar verificar do
que se tratava, e realmente em cativeiro em Santa Teresa coloquei esse material com maior abundancia no pecíolo de Osmunda sp. e verifiquei como a femea conseguia retirar o material e construir se ninho, tal qual o construído em seu habitat na serra do Navio.

NINHOS - FILHOTES












Foto feita em 04.07.2013, em Serra do Navio/AP
Observação do autor: Esse ninho de beija-flor-brilho-de-fogo (Topaza pella) já esta na terceira geração de filhotes e ainda ta firme e forte fica quase debaixo de uma mini cachoeira em serra do navio-AP
Esta sequência de 7 fotos, com ninhos e filhotes, foram gentilmente cedidas para esta matéria por Wirley Santos, feitas na Serra do Navio/AP. Elas estão no Wikiaves, e são de contribuição muito interessante para a especie, pela dificuldade de se achar estes ninhos.

Banho
Escolhem um local situado nos igarapés, não muito longe das pequenas corredeiras, mas em uma poça onde a agua esteja sem movimento, com pouca profundidade, de 25 a 60 cm; nesse local, todos os dias pela manhã, entre 7 d 9 h, à tarde entre 14 e 16 h. vem tomar o banho costumeiro; interessante é que chegam vários exemplares, machos e femeas, se vão sucedendo ao local para o banho. Certamente que há muita agressão de uns aos outros, pela disputa não dom local, mas na ordem da fila para atirar-se na agua, observamos tanto na serra do Navio como em outras localidades, do Brasil e da Venezuela, que às vezes mais de 15 indivíduos frequentam o mesmo local para banho.  O canto chilreado e sons agudos emitidos são frequentes nesse momento, sempre que há disputa de ordem para ser respeitada entre os membros que vão banhar-se, seja machos ou femeas. A agua muito límpida deixa que vejam o fundo com areia e, após sobrevoar o local exato, se atiram a ele, um de cada vez, e em mergulho que às vezes fazem um percurso sob a agua de mais de 20 centímetros, conforme  pudemos fotografar exemplares machos e femeas nessa atitude; ao emergirem, o fazem com certa velocidade, e saem quase em vertical, lançando agua para todos os lados, em fortes borrifos, seguido em voo para um pouso próximo, um ou dois metros e a pouca altura, para volverem por várias vezes mais, repetindo a mesma cena, enfim pousam em local mais retirado, onde continuam a higiene da plumagem,sacudindo asas e causa por mais vezes para se desfazerem das gotículas de agua que umedecem as penas. Também aproveitam o banho de chuva, fazendo movimentos com o corpo, para um lado e para outro, a fim de deixarem penetrar a agua, por entre as penas que conservam eriçadas para facilitar o contato com o corpo; também neste caso as asas são muito movimentadas para o mesmo fim.

O espreguiçar
Isto ocorre por muitas vezes durante o dia. A primeira vez ocorre justamente ao despertar entre cinco e seis horas da manhã, momentos antes de alçar vôo para ir em busca de alimentação. As demais vezes ocorrem sempre que se mantenham em pouso...

O Bocejar
Ocorre com mais intensidade na parte da manhã entre 8 e 10 horas...

A exibição da língua
A língua dos beija-flores é muito protráctil, os músculos que a formam e a maneira como é implantada, bem como sua dimensão, que  sempre é no minimo o dobro do comprimento do bico...

O canto e o movimento realizados durante o pouso
Durante o canto movem a cabeça e chegando mesmo a abrir um pouco o bico e movimentando as penas do mento e da região da mácula gutural,,.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume V - Augusto Ruschi



FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Robson Czaban, feita 28.03.2010, na Estrada para Balbina KM 35, Presidente Figueiredo/AM
Observação do autor: Mais uma vez encontrei a espécie, associada a este tipo de planta. Embora já tenha visto uma fêmea se alimentando em flor de ingazeiro, parece haver uma nítida preferência por esta planta, que parece se chamar rabo de arara.




FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE

Ordem Trochiliformes
  
Etimologia: Topaza - do latim ropazuz = topázio, jaspe (variedade de quartzo opaco, de uma ou várias cores, como vermelho, castanho, verde, amarelo)
pella - do latim pellos = enegrecido, de cor escura.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.



BEIJA FLORES DO BRASIL - NUMERO 23